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O que comer antes e após o treino para garantir energia e recuperação física

há 9 minutos
3 min de leitura

A alimentação tem papel importante tanto no desempenho durante o exercício quanto na recuperação do organismo depois do treino. Escolher bem o que comer pode ajudar a manter a disposição, evitar desconfortos e fornecer os nutrientes necessários para a recuperação muscular.


No entanto, não existe uma refeição perfeita que funcione para todas as pessoas. Tipo e duração do exercício, objetivo, horário do treino e necessidades individuais influenciam essas escolhas. Por isso, além de algumas orientações gerais, o acompanhamento nutricional pode ser importante para quem busca resultados específicos.


Antes do treino: energia para o exercício


Antes de treinar, os carboidratos costumam ter papel importante por fornecerem energia para a atividade física. Alimentos como frutas, aveia, pães, tapioca, arroz e batata podem fazer parte da refeição pré-treino, dependendo do horário, da quantidade e da tolerância de cada pessoa.


Quanto mais próxima do treino estiver a refeição, mais interessante pode ser optar por alimentos de digestão fácil e evitar grandes quantidades de gordura e fibras, principalmente para quem costuma sentir desconforto gastrointestinal durante os exercícios. Se houver mais tempo entre a refeição e o treino, é possível fazer uma alimentação mais completa.


Proteínas também podem fazer parte do pré-treino


Embora os carboidratos sejam frequentemente associados à energia para o exercício, as proteínas também podem estar presentes antes do treino. Ovos, iogurte, leite, queijos magros e outras fontes proteicas podem ser combinados com carboidratos de acordo com a rotina alimentar.


A quantidade e o momento dessa ingestão variam conforme o objetivo e o restante da alimentação ao longo do dia. Mais importante do que concentrar grandes quantidades de proteína em uma única refeição é manter uma ingestão adequada e bem distribuída durante o dia.


Depois do treino: hora de pensar na recuperação


Após o exercício, o organismo entra em um processo de recuperação. Nesse momento, consumir proteínas de boa qualidade contribui para a reparação e adaptação muscular, especialmente após atividades que exigem bastante dos músculos.


Carnes, ovos, peixes, leite e derivados, além de opções vegetais como feijão, lentilha, grão-de-bico, soja e tofu, são exemplos de fontes proteicas. A escolha deve considerar as necessidades nutricionais, preferências e possíveis restrições de cada pessoa.


E os carboidratos depois do exercício?


Os carboidratos também têm espaço na alimentação pós-treino, pois ajudam na reposição do glicogênio utilizado como fonte de energia durante o exercício. Essa reposição pode ser especialmente relevante para pessoas que realizam treinos intensos, prolongados ou que voltarão a treinar em um intervalo relativamente curto.


Arroz, massas, batatas, mandioca, frutas, aveia e pães são algumas possibilidades. Uma refeição pós-treino pode, por exemplo, combinar uma fonte de carboidrato com uma fonte de proteína e outros alimentos que façam parte de uma alimentação equilibrada.


Hidratação também influencia o desempenho


Não adianta pensar somente no prato e esquecer da água. Durante o exercício, o organismo perde líquidos pelo suor e, dependendo da duração e intensidade da atividade, essa perda pode afetar o desempenho e a recuperação.


Por isso, a hidratação deve acontecer ao longo do dia e não apenas depois do treino. Em exercícios prolongados ou realizados em condições de muito calor e suor intenso, também pode ser necessário considerar a reposição de eletrólitos. Essa necessidade varia bastante entre as pessoas.


Não é apenas a refeição pré ou pós-treino que importa


Uma alimentação adequada para quem pratica exercícios não se resume ao que é consumido imediatamente antes ou depois da atividade. A quantidade total de calorias, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e líquidos consumidos ao longo do dia também influencia o desempenho e a recuperação.


Por isso, copiar a dieta de outra pessoa ou eliminar grupos alimentares sem orientação pode não ser a melhor estratégia. Para quem possui objetivos específicos, como ganho de massa muscular, emagrecimento ou melhora da performance esportiva, a avaliação de um nutricionista permite ajustar a alimentação às necessidades individuais e à rotina de treinamento.

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