A vida sexual de quem tem câncer

O câncer é uma doença que afeta todos os setores da vida do indivíduo, pois, além de acender um alerta sobre o tempo de existência que resta, ainda submete o paciente a tratamentos bem agressivos. Essas questões afetam a qualidade de vida, inclusive no âmbito sexual.




O câncer


Receber a notícia de que se está com câncer pode ser devastador. Apesar de vermos, a cada dia, mais pacientes se recuperando e tendo uma vida feliz após o diagnóstico, é inevitável sentir medo, ansiedade, tristeza e angústia.


Quando os tratamentos começam, a qualidade de vida do paciente pode diminuir, sobretudo por causa das reações adversas que a rádio e quimioterapia causam. É fundamental manter um diálogo aberto com os familiares e médicos, para tentar minimizar esses efeitos.



A vida sexual do paciente oncológico


Quando o homem recebe o diagnóstico do câncer de próstata, por exemplo, é praxe que o médico já lhe forneça algumas informações que tratam a respeito de sua vida sexual. Questões como impotência ou disfunção erétil são amplamente discutidas no consultório.


Mas, no caso das mulheres, essa é uma explanação que nem sempre é colocada em pauta. Por isso, dúvidas como “com esse tratamento, consigo preservar minha vida sexual?” devem ser expostas e discutidas. E, em casos de não ser possível ter relações, também é aconselhável discutir com o médico quando poderá retornar à vida sexual habitual.


A paciente não deve ser conformar com respostas do tipo “isso agora não é importante. Vamos focar no seu tratamento”. A qualidade de vida é fundamental para os pacientes oncológicos, mesmo porque isso pode interferir diretamente na recuperação ou remissão.


A mulher tem questões que não cabem ao homem. Por exemplo: se poderá engravidar; se os ovários serão afetados e de que forma; se haverá ressecamento do canal vaginal; Se há necessidade de reposição hormonal; se tiver que fazer mastectomia (remoção das mamas), como é a reconstrução dos seios e a sensibilidade dos mamilos. Tudo isso precisa ser questionado.


Além do acompanhamento médico, o apoio psicológico também é indicado. Essas e outras questões podem ser melhor exploradas com um psicólogo, que terá as orientações pertinentes para cada caso.


Não tenha vergonha. Você não tem culpa de ter câncer. E muito menos de ser mulher. Questione e busque, sempre, a melhor qualidade de vida possível.