Estudo encontra microplásticos em 9 a cada 10 casos de câncer de próstata
- há 2 horas
- 2 min de leitura
Um estudo identificou microplásticos em 9 a cada 10 tumores de câncer de próstata analisados, levantando preocupação sobre os impactos dessas partículas na saúde humana.

Estudo identifica microplásticos em tumores de câncer de próstata
Uma pesquisa recente conduzida por cientistas da NYU Langone Health detectou partículas de microplásticos em 9 a cada 10 tumores de câncer de próstata analisados, com concentrações significativamente maiores do que nos tecidos saudáveis próximos. Esses microplásticos — fragmentos minúsculos de plástico que podem entrar no corpo por meio da alimentação, ar e contato com a pele — foram encontrados em níveis cerca de 2,5 vezes maiores nos tumores do que nos tecidos normais, sugerindo uma possível associação entre a presença dessas partículas e o desenvolvimento da doença, embora ainda não se comprove que elas causem o câncer diretamente.
O que são microplásticos e por que isso preocupa
Os microplásticos são partículas de plástico inferior a cinco milímetros que se originam tanto da degradação de objetos maiores quanto da adição intencional em produtos de higiene e cosméticos. Essas partículas estão presentes em inúmeros ambientes e alimentos, e já foram detectadas em órgãos e tecidos humanos em estudos anteriores, levantando dúvidas sobre seus efeitos na saúde.
Iniciativas legislativas no Brasil
No Brasil, há um projeto de lei de autoria do deputado federal Mário Heringer que visa proibir a fabricação, importação e comercialização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria que contenham microesferas de plástico, justamente para reduzir a exposição humana e ambiental a esses microplásticos. A proposta (PL 6528/2016) já foi aprovada em comissões da Câmara e segue em tramitação, reforçando a preocupação com os impactos desses materiais na saúde e no meio ambiente.
O que os especialistas dizem
Embora a detecção de microplásticos em tumores seja um achado preocupante, os próprios pesquisadores ressaltam que ainda são necessários estudos maiores e mais aprofundados para entender como esses fragmentos podem contribuir para o câncer e quais mecanismos estariam envolvidos. A ciência, por enquanto, aponta para uma possível relação, mas não prova causalidade direta.
%20(1)_edited.png)



Comentários