O cheiro das emoções

Você já sentiu um cheiro que te despertou uma boa lembrança ou um sentimento específico? Pois é! Saiba por que o olfato é o nosso principal sentido quando o assunto são as emoções.




O impacto dos cheiros


O cheiro da natureza, aquele perfume, o prazer de acordar e sentir cheirinho de café coado ou daquela broa que acabou de sair do forno... boas memórias e sensações são construídas ou despertadas pelo olfato.


Quase ninguém se dá conta disso, mas quando respiramos, estamos inspirando partículas do mundo que está à nossa volta. Se considerarmos que inspiramos e expiramos milhares de vezes por dia, o olfato está mais presente em nosso processo de aprendizagem, sentimento e memória do que nos damos conta.


E se o nosso cérebro associar um cheiro a uma imagem que inspira carinho e proteção, toda vez que sentirmos aquele odor, também nos sentiremos protegidos, ainda que seja um processo inconsciente. Um exemplo disso é o cheiro da comida de mãe, algo que crescemos sentindo em casa. Quando nos tornamos adultos, saímos da casa dos pais e paramos de sentir aquele cheiro, essa emoção não se perde, fica gravada no cérebro. E ela é acionada sempre que voltarmos a sentir aquele aroma.


Em contrapartida, se vivermos uma experiência ruim em alguma situação em que havia um cheiro específico, quando voltarmos a sentir aquele odor ele será um gatilho para o medo ou o sentimento de insegurança.



O olfato e o corpo humano


A capacidade de sentir cheiros está diretamente ligada à nossa capacidade de sentir gostos. Aliás, a ciência estima que 80% do gosto que sentimos na boca vem dos cheiros captados pelo nariz. Isso acontece porque a língua capta apenas 5 tipos de sabores: doce, salgado, amargo, azedo e umâmi. Enquanto isso, o olfato é capaz de distinguir 10 mil tipos diferentes de odores.


Quando um cheiro entra pelo nosso nariz há estímulos elétricos que são enviados ao cérebro e recebidos pelo córtex olfatório e, de lá, são processados por diversas áreas. Entre elas, o hipotálamo e o lobo temporal, regiões da memória, e o sistema límbico, que gerencia emoções, são os que interpretam essas mensagens. É por isso que o cheiro desperta lembranças afetivas e alertas tão evidentes.