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O que é um aneurisma cerebral

  • Foto do escritor: Hospital Casa
    Hospital Casa
  • 28 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Um aneurisma cerebral ocorre quando há uma dilatação ou “balão” em uma parede enfraquecida de um vaso sanguíneo no cérebro — em outras palavras, uma parte da artéria fica mais fina e se expande sob a pressão do fluxo de sangue.


Embora muitos aneurismas sejam pequenos e não causem sintomas, há o risco de que esse vaso dilatado se rompa, provocando sangramento dentro do cérebro, o que exige atenção imediata.


Estresse pode causar aneurisma — mito ou fato?


A relação entre estresse e aneurisma cerebral é controversa. Não há evidência sólida de que o estresse sozinho possa criar um aneurisma cerebral do zero.


No entanto, o estresse prolongado pode levar ao aumento da pressão arterial ou desencadear hábitos de risco (como tabagismo ou falta de sono), que por sua vez são fatores bem estabelecidos para a formação ou agravamento de aneurismas.


Ou seja: o estresse não é a causa primária, mas pode atuar como um agravante ou “facilitador” dentro de um conjunto de fatores de risco.


O caso da Kim Kardashian


A Kim Kardashian revelou, na estreia da 7ª temporada do reality show The Kardashians, que durante um exame de ressonância magnética foi detectado um pequeno aneurisma em seu cérebro.


Ela relatou que os médicos disseram que o aneurisma “é só estresse”.

A influenciadora atribuiu parte desse estresse à separação conturbada e ao processo de coparentalidade com o ex-marido Kanye West, afirmando que “preciso proteger meus filhos” e que “todo esse drama me afeta”.


Embora esse relato tenha chamando atenção, especialistas reforçam que o estresse não pode ser considerado causa direta do aneurisma — apesar de poder contribuir para os fatores de risco.


Fatores de risco e prevenção


Os principais fatores de risco modificáveis incluem:


  • Pressão arterial elevada (hipertensão) não controlada.

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  • Tabagismo.

  • Consumo excessivo de álcool ou drogas que afetam vasos sanguíneos.

  • Doenças genéticas ou de tecido conjuntivo que fragilizam artérias.

  • Idade e histórico familiar também influenciam (fatores não modificáveis).


Quanto à prevenção, embora não se possa garantir que um aneurisma não surgirá, há hábitos que ajudam a reduzir risco de agravamento ou ruptura: controlar a pressão, não fumar, evitar drogas estimulantes, ter alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente.


Diagnóstico


Muitos aneurismas são assintomáticos e detectados por acaso em exames de imagem feitos por outro motivo.


Se houver suspeita, exames utilizados incluem tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética com angioimagem (angio­TC ou angio­RM) para localizar e avaliar tamanho e forma.


Caso haja ruptura, sintomas clássicos podem aparecer: dor de cabeça súbita muito intensa, vômitos, rigidez de nuca, perda de consciência.


Tratamento


O tratamento depende de vários fatores — localização, tamanho do aneurisma, risco de ruptura, estado geral do paciente.


As principais opções são:


  • Cirurgia de clipagem: acesso cirúrgico ao aneurisma para colocar um clip que isola a dilatação.

  • Tratamento endovascular (embolização): por meio de cateter inserido nos vasos, coloca-se molas, stents ou dispositivos que bloqueiam o aneurisma, menos invasivo.

  • Vigilância ativa: em casos de aneurismas muito pequenos ou de baixo risco, pode-se optar por monitorar com exames regulares em vez de intervenção imediata.


Além disso, tratar os fatores de risco associados (como hipertensão) é parte importante do manejo.



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