Os anticoncepcionais

A pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais utilizado pelas mulheres brasileiras. Há várias medicações disponíveis no mercado que atendem a esse quesito, mas será que existe um tipo de anticoncepcional ideal para cada mulher? Entenda.




Remédio


“Tomar remédio para não engravidar” é um termo popular presente no vocabulário de muitas mulheres do país. Basicamente, há dois tipos de medicação contraceptiva: as que combinam moléculas das famílias do estrogênio e da progesterona, os hormônios sexuais femininos; e as que são compostas apenas de representantes da progesterona.


É natural dizer que cada organismo pode reagir de forma diferente a um mesmo tipo de medicação, portanto, não é que existe um remédio para cada mulher, mas um tipo de reação individual diante da mesma pílula. Dito isso, é importante, sempre, manter o diálogo com seu médico para mensurar os efeitos colaterais e testar outros métodos contraceptivos.



Reações adversas


Dentre os efeitos mais comuns do uso de pílulas estão dores de cabeça, problemas gastrointestinais e aumento nas varizes. Aliás, isso deve ser um alerta para as pacientes que já tiveram trombose, pois o estrogênio, hormônio que compõe a fórmula da pílula, favorece a coagulação sanguínea – e isso aumenta as chances de se desenvolver trombose.


Outra reação muito inesperada é a própria gravidez, devido ao uso incorreto desse método. A pílula só deve ser administrada por mulheres que tenham uma rotina mais regrada ou o compromisso infalível de tomar a medicação. Caso contrário, seu efeito pode ser reverso.




Outros métodos contraceptivos


Além da pílula, há outras formas de evitar a gravidez. Como já dito, a medicação contraceptiva é a primeira opção entre as mulheres. Mas, em segundo lugar, está o preservativo, igualmente eficaz e sem qualquer efeito colateral no organismo.


Existem também o adesivo transdérmico, afixado na pele e trocado semanalmente, ele libera hormônios através do tecido epitelial, mas é desaconselhado para quem tem risco de trombose.


A injeção, aplicada no músculo do glúteo, é indicada para quem esquece de tomar a pílula, mas oferece o efeito colateral de ganho de peso.


Há o DIU hormonal. O dispositivo que é colocado de forma intrauterina, libera hormônios diretamente no útero e região pélvica. Sua colocação pode ser feita em consultórios, hospitais e clínicas. E a sua eficácia dura por 5 anos.


Algumas mulheres têm feito uso, também, do implante subdérmico, um pequeno tubo de plástico, do tamanho de um palito de fósforo, inserido por baixo da pele por meio de punção, que libera hormônios gradativamente no corpo e impede a gravidez por até 3 anos.