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Pessoas com baixa imunidade podem tomar a vacina da gripe?

  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Pessoas com o sistema imunológico comprometido geralmente podem e devem receber a vacina contra a gripe, desde que seja utilizada a formulação adequada para sua condição. Isso inclui, por exemplo, pacientes que apresentam imunossupressão provocada por determinadas doenças ou pelo uso de medicamentos. Essas pessoas estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações caso sejam infectadas pelo vírus influenza.


A gripe pode ser muito mais do que alguns dias de febre, tosse e indisposição. Em pessoas imunocomprometidas, existe maior preocupação com quadros graves e complicações. Por isso, a vacinação é uma importante estratégia de prevenção, ajudando a diminuir o risco de adoecimento e, principalmente, de hospitalizações e formas mais graves da doença.


Qual vacina é indicada para quem tem baixa imunidade?


Nem todas as vacinas contra a gripe são iguais. Para pessoas imunocomprometidas, as recomendações atuais indicam as versões inativadas ou recombinantes, apropriadas para a idade e condição do paciente. Essas vacinas não possuem vírus capazes de se multiplicar e provocar influenza no organismo.


Já a vacina nasal de vírus vivo atenuado não é recomendada para pessoas imunocomprometidas. Esse é um dos motivos pelos quais não basta simplesmente decidir se vacinar: quem possui uma condição que compromete significativamente a imunidade deve informar sua situação ao profissional de saúde para receber a formulação adequada.


A vacina funciona mesmo com a imunidade comprometida?


Sim, mas existe uma particularidade. Dependendo do grau e da causa da imunossupressão, a resposta do organismo à vacina pode ser menor. Pessoas submetidas a determinados tratamentos, como quimioterapia, medicamentos imunossupressores ou alguns esquemas utilizados após transplantes, podem desenvolver uma resposta imunológica menos intensa após a vacinação.


Isso, porém, não significa que a vacinação deixe de ser importante. Pelo contrário: justamente por apresentarem maior vulnerabilidade às complicações da influenza, essas pessoas precisam de uma estratégia de prevenção bem planejada. O médico pode avaliar inclusive o melhor momento para administrar a vacina de acordo com o tratamento realizado.


Quando é necessário conversar com o médico antes?


Pessoas que fazem quimioterapia, passaram por transplante, utilizam medicamentos que reduzem a atividade do sistema imunológico ou apresentam imunodeficiências devem receber orientação individualizada. Dependendo do tratamento, o momento da vacinação pode influenciar a resposta imunológica obtida.


Também é importante comunicar ao profissional de saúde casos de reação alérgica grave após uma vacina anterior contra influenza e histórico de síndrome de Guillain-Barré. Pessoas moderada ou gravemente doentes no momento da vacinação também podem precisar aguardar a recuperação antes de receber a dose.


Baixa imunidade não significa ficar sem proteção


Ter a imunidade comprometida não significa que a pessoa deva simplesmente evitar vacinas. No caso da influenza, a vacinação pode ser ainda mais relevante justamente porque uma infecção que costuma ser autolimitada em muitas pessoas pode representar um risco maior para quem apresenta imunossupressão.


O mais importante é evitar generalizações. Existem diferentes causas e graus de imunossupressão, e cada paciente pode apresentar necessidades específicas. Converse com seu médico ou com o profissional responsável pela vacinação para avaliar a vacina indicada e o melhor momento para recebê-la.

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