Setembro Amarelo
- Hospital Casa
- 8 de set. de 2025
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O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao autoextermínio. Ela incentiva conversas e pedidos de ajuda.

Uma campanha que salva vidas
O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Durante o mês da campanha, costuma-se iluminar locais públicos com a cor amarela. Por exemplo, já foram iluminados o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional (DF), o Estádio Beira Rio (RS), entre outros. A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.
A origem do Setembro Amarelo é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV),
do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Segundo a Associação Catarinense de Psiquiatria, a cor da campanha foi adotada por causa da história que a inspirou, segundo a qual em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida em seu Mustang 1968 amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike, e a mensagem foi se espalhando mundo afora. O carro era um Mustang 68, restaurado e pintado de amarelo pelo próprio Mike. Os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, iniciaram a campanha do programa de prevenção do suicídio "fita amarela", ou "yellow ribbon", em inglês.
Uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos, OMS indica epidemia. O suicídio se tornou epidemia de proporções globais, uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos.
Os casos de suicídio aumentaram 43% no Brasil em uma década, passando de 9.454, em 2010, para 13.523, em 2019. Entre os adolescentes, o aumento foi de 81%, indo de 3,5 suicídios por 100 mil adolescentes para 6,4.
Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em
primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias. As mortes por suicídio corresponderam a cerca de 0,4% do total de óbitos, com flutuações entre 0,3% e 0,6%; representaram entre 2,0% e 5,4% dos óbitos por causas externas. Os suicídios no sexo masculino atingiram uma maior proporção da mortalidade geral (0,3%-0,8%) que no sexo feminino (0-0,3%).
Conclui-se que o suicídio é um fenômeno social que surge como um pedido de socorro dos jovens à família e à sociedade, uma vez que os eventos que ocorrem na exterioridade das frágeis relações sociais impactam diretamente na formação da subjetividade do ser.
Dr. Leonardo Lessa
Diretor Médico do Hospital Casa Menssana
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