Acordar com dor de cabeça, irritado e desatento pode ser sinal de apneia
- há 7 horas
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Muitas pessoas acreditam que uma noite inteira de sono é suficiente para acordar descansadas. No entanto, quando a qualidade do sono é prejudicada, o organismo não consegue se recuperar adequadamente. A apneia obstrutiva do sono é um dos distúrbios mais comuns e, muitas vezes, passa despercebida por anos.
Durante os episódios de apneia, a respiração é interrompida repetidamente enquanto a pessoa dorme. Isso faz com que o cérebro desperte diversas vezes para restabelecer a passagem do ar, mesmo que a pessoa não perceba. Como consequência, o sono deixa de ser reparador e diversos sintomas podem surgir ao longo do dia.
Sintomas que vão além do ronco
Embora o ronco seja um dos sinais mais conhecidos da apneia, ele não é o único. Acordar com dor de cabeça, sensação de boca seca, cansaço excessivo, irritabilidade, dificuldade de concentração e sonolência durante o dia também são sintomas frequentes.
Esses sinais costumam ser confundidos com estresse, excesso de trabalho ou simplesmente uma noite mal dormida. Por isso, muitas pessoas convivem durante anos com os sintomas sem imaginar que existe um distúrbio do sono comprometendo sua qualidade de vida.
Como a apneia afeta o organismo
Cada interrupção da respiração reduz temporariamente a quantidade de oxigênio disponível no organismo. Essa queda na oxigenação faz com que o coração trabalhe mais e desencadeia respostas inflamatórias e hormonais que, ao longo do tempo, podem prejudicar diversos órgãos.
Quando não tratada, a apneia aumenta o risco de hipertensão arterial, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), arritmias cardíacas, diabetes tipo 2 e alterações cognitivas, além de comprometer significativamente o desempenho físico e mental nas atividades do dia a dia.
Quem deve investigar a apneia?
Pessoas que roncam frequentemente, apresentam pausas respiratórias observadas por familiares ou acordam cansadas mesmo após várias horas de sono devem procurar avaliação médica. Indivíduos com excesso de peso, hipertensão ou histórico familiar também apresentam maior risco para desenvolver o problema.
A investigação normalmente inclui uma avaliação clínica detalhada e, quando indicado, a realização da polissonografia, exame capaz de monitorar diversas funções do organismo durante o sono e confirmar o diagnóstico.
O tratamento melhora a qualidade de vida
A boa notícia é que a apneia do sono tem tratamento. Dependendo da gravidade e das características de cada paciente, podem ser indicadas mudanças no estilo de vida, perda de peso, uso de aparelhos intraorais, ou outras abordagens específicas.
Quando tratada adequadamente, é comum observar melhora significativa da disposição, da memória, da concentração, do humor e da qualidade do sono. Além de aliviar os sintomas, o tratamento também reduz o risco de complicações cardiovasculares e promove mais saúde e bem-estar a longo prazo.
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