Como as emoções podem impactar nosso corpo?

As dores crônicas podem ter origens variadas, entre elas causas relacionadas à saúde mental, que é quando o físico sente o impacto de doenças psíquicas, como depressão e ansiedade. Entenda.




Dores crônicas


A Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) estima que até 40% da população pode vir a experimentar, em algum momento da vida, episódios de dores crônicas.


Elas podem afetar a capacidade locomotora e a qualidade de vida, alojando-se, geralmente, na cabeça ou coluna, mas também costumam afetar membros superiores e inferiores.


São incômodos que estão sempre presentes, diariamente, e podem se manter ativos o resto da vida em alguns casos.



A relação com a saúde mental


Cada vez mais, as pesquisas vêm associando dores crônicas a causas mentais. Doenças como depressão e ansiedade podem, comprovadamente, desencadear quadros de dores: é a forma que o corpo tem de reagir a situações que o incomodam. Por isso é fundamental investigar a causa do problema e não somente se apegar ao tratamento dos sintomas.


Precisamos entender a dor como “benéfica”, já que ela é uma forma que o seu cérebro tem de te avisar que algo não está como deveria. Por exemplo, quando encostamos em uma panela quente, o cérebro envia o comando imediatamente para que você se livre daquele objeto que o está machucando. Seguindo esse raciocínio, se dores crônicas acometem um paciente sem causa aparente, é fundamental investigar a qualidade de vida, hábitos e saúde mental desse indivíduo.


A questão fica mais complicada quando a doença mental não é só a causa, mas também consequência da dor, pois mais de 80% dos pacientes com dores crônicas desenvolveram depressão durante o processo. É aí que entra a força da terapia e dos grupos de apoio.


Em um estudo feito com 151 pacientes de dores crônicas, nos Estados Unidos, ficou comprovado que mais de 90% das pessoas tiveram melhoras significativas, praticando terapia e exercícios mentais para readaptação do cérebro.


Buscar ajuda é sempre importante, seja ela de médicos ou terapeutas. Não tenha medo de se expor, afinal, você não está sozinho e sua qualidade de vida pode melhorar significativamente.