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Pet na cama: o que a ciência diz sobre dormir com seu animal?

  • há 17 horas
  • 3 min de leitura

Companhia que pode fazer bem para o emocional


Para muitas pessoas, dividir a cama com um cachorro ou gato é sinônimo de conforto. A proximidade do animal pode proporcionar sensação de companhia, segurança e acolhimento, especialmente para quem mora sozinho ou possui um vínculo muito forte com o pet. Pesquisas sobre a interação entre humanos e animais associam esses momentos de contato a maior afeto positivo e menor afeto negativo.


O contato físico também pode contribuir para essa sensação de bem-estar. Fazer carinho, conversar e permanecer próximo ao animal são comportamentos associados ao vínculo afetivo e a respostas fisiológicas relacionadas à redução do estresse. Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas relatam que a presença do pet na hora de dormir as deixa mais tranquilas e relaxadas.


Mas o sono pode ser prejudicado


Sentir-se confortável não significa necessariamente dormir melhor. Um estudo realizado pela Mayo Clinic observou que pessoas que mantinham um cachorro no quarto apresentavam boa eficiência do sono, mas esse resultado era pior quando o cachorro dormia sobre a cama, em comparação com permanecer apenas no mesmo ambiente.


Isso acontece porque os animais também se movimentam, mudam de posição, podem se coçar, fazer barulho ou acordar durante a madrugada. Mesmo pequenos despertares podem fragmentar o descanso. Em um estudo com jovens, dormir com um pet sobre a cama foi associado a menor duração e eficiência do sono e maior tempo para adormecer em comparação a não ter o animal no quarto.


Alergias também merecem atenção


Outro ponto importante é que cães e gatos podem transportar para a cama pelos, descamações da pele, saliva e partículas presentes no ambiente. Para pessoas com alergias ou doenças respiratórias, manter o animal tão próximo durante várias horas pode aumentar a exposição a substâncias capazes de desencadear sintomas.


Por isso, quem percebe nariz entupido, espirros, coceira, tosse ou piora de sintomas respiratórios durante a noite deve conversar com um profissional de saúde e avaliar também o ambiente onde dorme. Nesses casos, retirar o animal da cama — ou até do quarto, dependendo da orientação médica — pode fazer parte das medidas para diminuir a exposição.


Higiene e transmissão de doenças


Também existe uma questão de higiene. O pet circula pelo chão, pode ter contato com terra, fezes, outros animais e diferentes microrganismos. Mesmo quando recebe bons cuidados, levar patas e pelos diretamente para lençóis e travesseiros aumenta o contato com aquilo que ele transporta do ambiente.


Isso não significa que dormir com um animal necessariamente causará uma doença. O risco depende de fatores como saúde e higiene do pet, controle de parasitas e condição de saúde do tutor. Pessoas com imunidade comprometida, crianças pequenas e outros grupos vulneráveis podem exigir cuidados adicionais e orientação individualizada.


Então, é preciso tirar o pet da cama?


Não existe uma resposta única para todas as pessoas. Estudos mostram que alguns tutores percebem os animais como benéficos ou pouco perturbadores durante a noite, enquanto outros relatam interrupções no sono. Em uma pesquisa da Mayo Clinic, 41% dos tutores consideraram seus animais discretos ou até benéficos para o sono, enquanto 20% disseram que eles atrapalhavam.


A decisão precisa considerar os dois lados. Dormir com seu pet pode trazer conforto, companhia e benefícios emocionais, mas também pode interferir na qualidade do sono e aumentar a exposição a alérgenos e sujeira. Manter consultas veterinárias, vacinação e controle de parasitas em dia, cuidar da higiene do animal e observar a própria qualidade do sono são medidas importantes para tornar essa convivência mais segura.

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