Por que tomar a vacina contra o sarampo de novo? Quem precisa se imunizar?
- há 1 dia
- 3 min de leitura

O sarampo não é uma doença do passado
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada fala, tosse, espirra ou até respira. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa com sarampo pode transmitir o vírus para cerca de 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. Além das manchas vermelhas e da febre alta, a doença pode provocar complicações importantes, especialmente em crianças pequenas e pessoas com maior vulnerabilidade.
Por isso, mesmo quem praticamente não ouvia falar em sarampo há alguns anos não deve considerar a doença erradicada do cotidiano. Quando existem pessoas não imunizadas, o vírus encontra espaço para voltar a circular. Manter uma alta cobertura vacinal é importante não apenas para a proteção individual, mas também para reduzir a circulação do vírus e proteger pessoas que não podem receber determinadas vacinas por orientação médica.
Por que algumas pessoas precisam tomar a vacina novamente?
A necessidade de receber uma dose não significa necessariamente que uma vacina anterior “deixou de funcionar”. Muitas vezes, o que acontece é que a pessoa não completou o esquema recomendado para sua idade, não possui comprovação das doses recebidas ou precisa atualizar sua situação vacinal de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.
Em 2026, o Ministério da Saúde recomenda a tríplice viral para a população de 12 meses a 59 anos, conforme o histórico vacinal. Pessoas de até 29 anos devem comprovar duas doses; entre 30 e 59 anos, uma dose. Já trabalhadores da saúde têm indicação de duas doses, independentemente da idade, conforme a situação vacinal.
E as crianças?
Na rotina, a primeira dose da tríplice viral é indicada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Esse esquema é fundamental para que a criança desenvolva a proteção prevista contra o sarampo e também contra outras doenças contempladas pela vacina.
Em situações epidemiológicas específicas, crianças de 6 a 11 meses podem receber uma dose antecipada, conhecida como “dose zero”. Porém, ela não substitui as doses previstas no calendário: posteriormente, a criança deve seguir normalmente o esquema de rotina.
E quem já teve sarampo?
Quem teve sarampo adquire imunidade contra a doença. Ainda assim, o Ministério da Saúde orienta a vacinação porque as vacinas disponíveis no SUS não protegem somente contra o sarampo. A tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola, enquanto a tetraviral inclui ainda proteção contra varicela.
Por isso, não é recomendado decidir sozinho que não precisa da vacina simplesmente porque teve a doença no passado. A situação deve ser analisada considerando idade, histórico de vacinação e as recomendações atuais do calendário.
Quem precisa ter atenção especial?
Quem não sabe se recebeu as doses necessárias ou está com o esquema incompleto deve procurar uma Unidade Básica de Saúde para conferir e atualizar a vacinação. Mesmo sem o cartão de vacinação em mãos, a pessoa pode procurar o serviço de saúde para receber orientação; a ausência do documento não impede a aplicação das vacinas que forem indicadas.
Há também situações que exigem avaliação específica. A tríplice viral é contraindicada durante a gestação, e mulheres não imunizadas ou com esquema incompleto devem ser orientadas sobre a vacinação após o parto. Pessoas com imunodepressão também precisam de avaliação individual antes da aplicação.
Confira sua carteira de vacinação
Não espere surgir um caso próximo para lembrar da vacina. Se você não sabe quantas doses recebeu ou percebeu que seu esquema está incompleto, procure uma unidade de saúde. O profissional poderá verificar sua idade, seu histórico e a situação epidemiológica para orientar quais doses são necessárias.
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo. Manter a imunização em dia é uma medida que protege você e contribui para impedir que uma doença altamente contagiosa volte a ganhar espaço na comunidade.
%20(1)_edited.png)



Comentários