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Uma habilidade milenar em risco

  • Foto do escritor: Hospital Casa
    Hospital Casa
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A humanidade vem registrando e transmitindo ideias pela escrita há cerca de 5.500 anos, desde os primeiros sistemas de escrita em civilizações antigas. Essa habilidade foi essencial para registrar leis, histórias, ciência e cultura ao longo dos séculos. No entanto, especialistas e pesquisas recentes apontam que a geração Z está demonstrando uma redução significativa na fluência comunicativa tradicional — especialmente na habilidade de escrever de forma clara e estruturada. Dados de estudos mostram que aproximadamente 40% dos jovens dessa geração têm dificuldades com a escrita funcional e com a comunicação mais elaborada — algo que põe em debate o futuro de uma prática que foi fundamental à civilização por milênios.


O impacto da era digital na comunicação


O avanço da tecnologia digital e o uso intenso de redes sociais e dispositivos eletrônicos transformaram a maneira como os jovens se comunicam. Em vez de textos mais longos e organizados, muitos preferem mensagens curtas, emojis, gírias e abreviações típicas das plataformas digitais. Embora isso torne a comunicação mais rápida e adaptada ao ambiente online, também está associado a dificuldades em escrever textos completos, articular ideias com profundidade e desenvolver argumentos claros — habilidades valorizadas tanto na educação quanto no mercado de trabalho.


Dificuldades que vão além da escrita manual


Além da questão da escrita manual, que muitos jovens já praticam pouco ou quase nada, essa tendência reflete um desafio mais amplo na comunicação. Professores e especialistas observam que a facilidade com mensagens rápidas pode prejudicar a capacidade de estruturar parágrafos, organizar pensamentos com lógica e se expressar com clareza em contextos formais, como em tarefas escolares, entrevistas de emprego ou interações profissionais.


Um “gap” entre gerações


A forma como a geração Z se comunica também cria uma lacuna geracional entre jovens e pessoas de outras faixas etárias. Expressões, estilos de linguagem e mesmo expectativas sobre conversas podem diferir bastante entre grupos — algo que nem sempre é apenas uma questão de vocabulário, mas de formas distintas de estruturar e interpretar mensagens. Entender essas diferenças é vital para uma comunicação eficaz em contextos sociais, acadêmicos e profissionais.


Aprender e adaptar — sem perder o fundamental


É importante ressaltar que a geração Z traz habilidades valiosas, como fluência digital, rapidez em aprender novas ferramentas e capacidade de síntese. No entanto, equilibrar essas qualidades com competências comunicativas tradicionais — como escrever bem, argumentar com clareza e se expressar de forma completa — pode ser a chave para o sucesso futuro. Educação, prática e atenção ao desenvolvimento dessas habilidades continuam essenciais mesmo em um mundo cada vez mais conectado digitalmente.

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